Coisas que eu sei...


09/08/2011


Será o fim da letra cursiva ?

 

 

"O ensino da letra cursiva (de mão) será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 estados americanos que também consideram esta forma de escrever ultrapassada. na avaliação deles é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma)." [EUA abolem ensino de 'letra de mão', artigo de Gustavo Chacra para o jornal O Estado de São Paulo, publicado em 18/07/11]

 

 

 

 Ao ler estas linhas me lembrei imediatamente da canção "O Caderno", de Toquinho: "Sou eu que vou seguir você dos primeiros rabiscos até o B, A, Ba...". Seria o fim dos cadernos também?


Sinal dos tempos dirão os mais realistas. Numa era tão marcadamente tecnológica, com os tablets se firmando ao lado dos celulares 3 e  4G, no sentido de garantir o livre acesso a internet em qualquer parte do mundo e a qualquer momento do dia, para que precisamos de letra cursiva ou mesmo de lápis, cadernos, canetas?

A notícia também me fez recordar o Second Life, que para muitos representa (ou ao menos parecia assim fazê-lo) o futuro da web. Nesta plataforma, só para lembrar, criamos avatares que desempenham nossos papéis nesse mundo virtual. Lembra muito o jogo "The Sims", apenas que sem objetivos claros, com os participantes fazendo o que quiserem, para o bem ou para o mal, se articulando dentro ou fora dos limites daquilo que podem realizar no mundo real...

Pois bem, me lembrei do Second Life porque os avatares, ao se comunicarem uns com os outros o faziam como se estivessem digitando num teclado imaginário, reproduzindo o que seus pares (ou criadores, ou senhores, como queiram) do mundo real fazem para que eles 'falem' entre si... Será este o nosso futuro? Ao menos é o que os estados norte-americanos parecem estar decretando com a abolição da letra cursiva...

Pensei também na questão da identidade pessoal. Se todos aprendermos a escrever apenas com letras de forma não estaremos abrindo mão de um elemento de caracterização do nosso ser? Psicólogos especializados analisam as pessoas a partir do tamanho de suas letras, da forma como escrevem vogais e consoantes, do espaçamento entre as palavras, do uso mais incisivo de alguns caracteres ou vocábulos nesta grafia...

E os cursos de caligrafia? Certamente serão peça de museu. Chegaremos ao dia em que as pessoas se encaminharão as grandes mostras culturais e artísticas para apreciar (ou depreciar) o fato de que no passado se escrevia com letra de mão... Será que Guttemberg pretendia ou preconizava que algum dia chegaríamos a este momento na história da humanidade?

E os grandes calígrafos ou mestres na arte de produzir textos e letras de hoje e de ontem? E os copistas da Idade Média, que reproduziam a mão os textos dos raros e pouco numerosos volumes do período em que viveram? Todo este trabalho de preservação da memória e, ao mesmo tempo, de esmero artístico, será também motivo apenas de mostras em museus?

Um dos grandes artífices da revolução tecnológica pela qual passamos nas últimas décadas, o ícone da Apple, Steve Jobs, pautou parte de seu trabalho de design e confecção de peças diferenciadas no estudo da caligrafia e das diferentes formas de apresentação do pensamento humanos pelas letras e palavras. Isso incluiu as letras cursivas, não apenas as letras bastão (de forma), ou seja, até mesmo entre homens como ele há a consciência do valor desta produção cultural humana...

Será que o trabalho das autoridades no futuro também não ficará mais difícil tendo em vista que as próximas gerações de americanos, e talvez de outros povos que seguirem esta ação, escreverão apenas através de teclados ou no máximo com letra bastão, para fins de localização, identificação e mesmo responsabilização de seus cidadãos quanto aos seus atos? Tudo bem que poderemos ser rastreados ou reconhecidos pela pupila dos olhos ou pelas digitais, quem sabe até pelas arcadas dentárias ou outros sinais tão particulares, mas não perdemos com isso uma referência tão única e específica, independente da análise de características corporais dos indivíduos?

São questões que se colocam diante desta polêmica iniciada nos Estados Unidos e que já está sendo encaminhada para se tornar realidade e provavelmente padrão dentro dos próximos 40 ou 50 anos...

Pessoalmente sou contra. Não contra a tecnologia e todas as benesses e maravilhas (que sempre devem ser consideradas quanto aos ganhos e perdas que proporcionam). Já uso celulares, notebook, web 3G, Wi-Fi, e-books e tantos recursos que nos últimos anos se tornaram ferramentas básicas da atual geração de cidadãos do mundo. Provavelmente estarei usando tablets e outras facilidades brevemente, mas não quero abrir mão de lápis, cadernos, canetas, borrachas, livros, letra cursiva, letra de forma e outras maravilhas que a humanidade criou antes destes aparatos eletrônicos... E você, o que acha de tudo isso?

 

Escrito por Thiago Calmon às 18h46
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24/07/2010


Na minha imaginação...

 

Você entra no metrô, no ônibus ou - se tiver sorte de estar viajando de férias - no avião, e a primeira pessoa que vê é ele. Lindo. Cabelos castanhos claros, branco, rosto pequeno, um jeito diferente, estranho e ao mesmo tempo interessante, blusa quadriculada, enfim, não tem um detalhe que você tenha perdido naqueles 2 segundos de primeira vista.

Ele olha pra você - e você fica sem saber se é porque tem algo preso nos seus dentes ou se é um olhar correspondido - e você quase sorri. Quase, porque sabe como é, tem certos momentos que são tão perfeitos que até um sorriso mal encaixado consegue estragar.

O belo passa a mão pelos cabelos e você sente vontade de coçar as sobrancelhas, você consulta as horas no seu relógio de pulso e ele faz o mesmo no seu iPhone. Segundo os experts em gestual, isso significa que vocês estão em sintonia. Mas que diabos seria isso? Vocês não são dois rádios de pilha.

Enquanto seu olhar percorre o pedaço de pele entre o ombro e as ruguinhas do cotovelo dele, você imagina os beijos que poderão dar, os amassos, o sexo, imagina as pequenas manias, a escova de cabelos do seu banheiro cheia dos fios dos cabelos dele, as duas escovas de dente lado a lado - qual será a cor que ele escolherá? Azul? Verde? - imagina as viagens juntos - ele arrumado no aeroporto, malas prontas, expectativas - as brigas, as reconciliações. O look seductive, que sempre é maravilhoso.

 

 

E tudo isso só depende de duas letras: "oi". Na verdade depende de quatro: "oi" e "oi", afinal a recíproca é indispensável para planos a dois serem bem sucedidos.

Quem sabe ele também não está ali pensando nas idas ao cinema sábado à noite, nas tardes de verão na praia, nas águas de côco, nos sorvetes trocados, nas guerras de travesseiros, nas ceninhas de ciúme. Uma faísca de história a ser vivida bem ali, pairando sobre alguns segundos, quase parados no tempo, só esperando, esperando, esperando.

Mas pode ser que ele tenha um namorado totalmente superlativo. Bonitaço, bonzaço na cama, corpaço e, lutadorzaço de jiu-jitsu. Melhor deixar pra lá. Ou será que não? É geralmente nesse momento que você inveja a coragem dos bêbados (ou dos caras de pau).

E o roteiro do que jamais será fica ali passando na sua cabeça, e no momento em que você pode quase sentir o gosto dos beijos ainda não dados, o perfume dos cabelos ainda não acariciados, segurados com força, colados no suor de uma transa, os lençóis desarrumados de manhã, o café na cama, o próprio gosto doce-amargo da rotina, quando tudo é quase real, o avião já está pousando, o ônibus chegou ao ponto, o metrô abre as portas.

E lá se vai ele, levando aquela boca beijável embora, aquela história vivível, aqueles poucos minutos de fantasia divididas sem saber.

Só dependia de um "oi", mas agora já foi.

 

 

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 00h57
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05/07/2010


Crítica: A Saga Crepúsculo: Eclipse

Série continua sendo uma puta falta de sacanagem

 

 

Criar histórias já sabendo como elas vão acabar tem uma vantagem óbvia: saber o arco que os personagens terão de percorrer e assim planejar suas jornadas. O sucesso, porém, pode gerar anomalias. A pior delas é a enrolação, principalmente se for gerada pela ganância. É essa a impressão que passa A Saga Crepúsculo: Eclipse (The Twilight Saga: Eclipse). O filme começa e termina no mesmo lugar onde parou o segundo capítulo da série, Lua Nova. O resto parece ser enrolação para vender mais livros, ingressos de cinema e DVDs.

Quando o filme começa, Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart) estão no meio de um campo florido. Ela está recitando uma poesia que reflete o momento de sua vida. Ele se limita a refletir apenas o sol, brilhando como porta-bandeiras de escola de samba. Depois de fazê-la sofrer quando sumiu de sua vida, ele agora aceitou que foram feitos um para o outro e está disposto a se casar com ela e até transformá-la também em uma chupadora de sangue. Está apaixonado. E faz cara de bobo (e faz bem, viu?).

 

 

Vendo que está perdendo o controle sobre sua filha, o pai da moça insiste para que ela vá se encontrar com Jacob (Taylor Lautner), velho amigo da família. E ela vai. E apesar de repetir inúmeras vezes que ama Edward mais do que tudo, não resiste à oportunidade de se jogar na garupa do descamisado amigo de infância, que tenta a todo custo dissuadi-la da ideia de se tornar uma vampira. Ele começa sutil, tenta um beijo à força e, por fim, apela para o "beicinho". E aí ela cai.

 

 

Como se pode ver, pouco muda em relação ao filme anterior. Bella continua indecisa. Ela já tem até data para se transformar, mas não consegue jogar limpo com Jacob, pois não quer perdê-lo. As únicas novidades são os flashbacks que explicam um pouco mais sobre os lobos e os vampiros. Tudo isso porque surge em Seattle um exército de "vampiros novatos" e o conflito com os Cullen é iminente. De novo, tudo por causa da Bella.

 

 

É ela, todos sabemos, a personagem principal. É ela a causadora da nova disputa entre lobos e vampiros. Mas é ela também que vai fazer os dois clãs trabalharem juntos - para protegê-la. E, numa das cenas mais engraçadas da série, é ela que inicia uma quase declaração de amor entre Edward e Jacob. É o momento Brockback Mountain que vai fazer os namorados que foram forçados a ir ao cinema se divertirem. É a prova de que nem mesmo as pessoas que estão contando a história estão levando tudo isso mais a sério.

 

 

E é esta a fórmula de sofrer o mínimo possível: deixar as fãs da série soltas para sonhar com o romance à moda antiga, enquanto se vai colhendo por ali as piadas prontas. E material para isso é o que não falta. Da "incapacidade de vôo" do vampiro "old school" à falta de camisa do lobinho, tudo pode e será usado contra elas quando a hora certa chegar. Afinal, se até o vampiro sem graça pode tirar um sarrinho, porque nós mortais não faremos?

Agora, ganância - que vai levar à divisão do quarto e último livro da série em dois filmes - à parte, nem mesmo a melhoria nas (poucas) cenas de ação conseguem tirar a história do zero a zero. Passados três anos, a saga continua sendo uma puta falta de sacanagem. Literalmente!!!

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 23h52
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02/07/2010


Feliz é o Homem de lata que nasceu sem coração!….ou não!

 

Escrito por Thiago Calmon às 00h52
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30/06/2010


Parece que estou perdendo o jeito e a coragem, o jeito de escrever e a coragem de viver.....

Escrevo isso porque estou no meu limite, um desespero lento e seguro, toma conta de mim, como se fosse uma sonolência, não consigo me desvencilhar....parece que está entranhado em minha alma.

Tento de todas as formas, claro que apenas intelectualmente, pois de verdade não consigo fazer nada para mudar o rumo da prosa, a pessoa segue igual, como se fosse um disco arranhado.

Tenho tantos medos e tantas fugas, que nem consigo me encontrar mais, fico girando como um pião, uma hora vai ter que parar e cair para algum lado, ai então, poderei ver o que fazer, talvez seja tarde demais, talvez não... mas preciso que isso pare, que a dor diminua, que eu consiga respirar sem doer, que eu consiga pensar sem sofrer...

Dor de amor.....dói muito, e talvez custe uma vida inteira para passar, espero que não, espero que consiga, pois é para isso que estou me esforçando, vivendo dia após dia, levantando, estudando, trabalhando, vivendo....para que tudo passe e de repente volte tudo a ser normal, eu seja uma pessoa normal, com medos e alegrias, vontades, desejos, realizações normais.....

Parece, escrevendo desta forma, que sou anormal, não sou, estou vivendo um momento anormal, que vai passar assim como outros momentos passaram....e eu sobrevivi, e estou aqui para testemunhar....

São momentos difíceis, apenas momentos..... que podemos superar às vezes da forma mais inesperada, apenas vivendo um momento de cada vez.

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 23h04
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25/06/2010


Um ano sem o MITO

Michael Jackson  ( *29.08.1958   +25.06.2009 )

 

 

Todos os que passaram os anos 70 e 80 embalados por sua música não têm dúvidas : Michael Jackson agora está fazendo seus passinhos na lua. Um dos maiores artistas de todos os tempos surpreendeu fãs do mundo todo com a sua morte repentina. O homem que, com voz ímpar e talento incomparável, botou sua assinatura pop na música negra, ensinou gerações de jovens a dançar, embalou festas e os namoros dos anos 80 e simplesmente fez o disco mais vendido do planeta, foi vitimado por uma parada cardíaca aos 50 anos. Mas deixou uma obra imortal.

"Sinto-me muito sábio e ao mesmo tempo muito jovem", disse o cantor em 2008, ao completar meio século de vida. Ninguém discordou.

Michael viveu uma triste decadência, marcada por problemas com a justiça, a falência financeira e o comportamento bizarro, mas as lembranças que deixou vão muito além das cenas tristes. O Michael Jackson de que todos sempre lembram é aquele passo "moonwalk", do terno branco com camisa preta que tantos meninos vestiram, dos gritinhos agudos que pontuavam suas músicas, da coreografia de "Thriller" que os adolescentes tentaram imitar, das melodias românticas, dos videoclipes cheios de efeitos especiais. Ficou para sempre a imagem do menino que cantava com os irmãos e que se transformou no Rei do Pop. E um Rei nunca morre.

 

 

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 13h59
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20/06/2010


O que pensamos ser...

Constantemente insisto em dizer que atraímos para nossas vidas pessoas que correspondem as nossas crenças internas.Aquelas crenças mais enraizadas em nosso subconsciente,ou seja, as que nem sempre nos damos conta de que alimentamos e, principalmente, que agimos e fazemos escolhas baseadas nelas.

Sendo assim, quantas e quantas pessoas atraem para si situações que geralmente são as que não desejam passar ou viver.

Estranho isso né???????

Pois bem, a verdade é que quanto mais você acredita em determinadas situações, mais você acaba por atraí-las e por sua vez acaba concluindo:

-Eu sabia que isso ia acontecer!.

Exato, sabia mesmo, porque era justamente nisso que você acreditou.

-Quantas vezes você diz:

-Felicidade dura pouco.

-Quem nasce pobre morre pobre!

Daí você faz uma grande conquista e acaba por perder tudo. Logicamente que iria perder, afinal de contas você acredita que nascer pobre é igual a morrer pobre.

E a pior de todas!

-Os homens (mulheres) não prestam. Daí, precisa dizer que seu próximo namorado(a) será uma encrenca?

Essas crenças são geradas a partir de experiências frustrantes e que acabamos por carregar pela vida nos defendendo delas, ou porque num determinado momento da vida você não foi tão feliz naquele relacionamento, ou por um trabalho que você tanto almejou e não deu certo, ou porque alguém disse a você que na vida temos que dar muito duro para conquistar algo e isso implica sofrimento, dor, etc., que a vida é amarga, difícil e assim vai por uma lista infindável de crenças.

Que tal começarmos a acreditar que a vida é mais generosa, que temos o Direto de sermos felizes, prósperos e temos o poder de manifestar em nossa vida tudo o que quisermos.

Vamos lá! Tente! Afinal de contas, se você consegue manifestar tantas coisas ruins que não deseja, talvez seja o momento de começar a manifestar as coisas boas que a vida proporciona.

Sonhe, visualize tudo o que você quer. Abandone definitivamente os pensamentos indesejáveis, afinal de contas se eles não são desejáveis é porque não há importância.

Comece realmente valorizar tudo o que você quer. Tenha uma postura próspera, feliz,fale de bons sentimentos, tenha bons pensamentos para que sua vida seja feita de realizações.

Faça suas escolhas de forma consciente plantando as sementes que determinarão o seu Destino.

Algumas sementes germinarão rapidamente,assim ficará mais fácil perceber as transformações em sua vida, outras poderão demorar um pouco, mas lembre de nutri-las para que as flores sejam lindas e perfumadas.

Acredite no seu poder pessoal, ninguém no mundo é igual a você,nem mesmo seu irmão ou irmã gêmeo(a). Acredite que o Universo conspira a seu favor, você vibra essa energia e atrai pessoas que estão na mesma sintonia.

Caminhe de encontro aos seus Sonhos e SEJA FELIZ!

Eu Acredito em mim e você?

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 12h49
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14/06/2010


Planeta eu

Quando percebi, estavam todas aqui. A primavera chegou sem eu ter dado conta que o solo já tinha sido rasgado. De longe não dá para notar. Mas, de perto, elas aparecem demais. Tudo que é visto de muito perto, perde seu encanto e mistério. As olheiras cobrem os meus olhos e é uma pena que não posso chamá-la de flores.

Parei de chorar na frente dos outros na mesma época que comecei a chorar sozinho no meu quarto. Sinto o gosto salgado das lágrimas toda vez que elas chegam na minha boca, mas não sei dizer se é bom ou ruim. Talvez eu preferisse o gosto do Danoninho de morango congelado que insistia em chamar de sorvete quando era criança. Mas isso já faz tempo.

O chaveiro azul escrito "Identities" arrebentou-se no zíper da minha mochila e achei que foi um recado para mim. Lembrei de uma frase que li em algum blog: "Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo para sempre". Chego à conclusão de que crescer é se conhecer cada vez menos.

Hoje, o MSN apita, indicando que você entrou e espero feito idiota você me dar um oi. É claro que você não diz nada. Eu digito "e aí?" e só fico imaginando você fechando a janela e me ignorando, antes de seu status mudar para "away". Gostaria de poder culpar as olheiras por isso, mas você nem sabe que elas estão aqui.

Ainda insisto em ler livros e ver filmes que me fazem pensar. Talvez seja o único da minha idade que gosta de fazer isso. Ou talvez eu seja mesmo de um planeta diferente, esperando para ser resgatado e então encontrar aqueles que se parecem comigo.

 

 

Thiago Calmon.

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 00h15
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12/06/2010


Novos Rumos

 

Há algum tempo a frase "o que eu sou capaz de fazer, qualquer outra pessoa também é", era considerada uma verdade para mim.
Hoje vejo como nossas idéias mudam tão profundamente com o passar do tempo e com as surpresas que a vida guarda, mas sempre no entrega.
Descobri que há muito que outras pessoas fazem que ainda não sou capaz de fazer, mas mais do que isso, descobri que existe uma coisa que sou capaz de fazer e que nenhuma outra pessoa é. Percebi que apenas eu sou capaz de retomar o rumo da minha vida, ou colocar a minha vida no rumo certo.
Como tudo isso tem seu preço muito deverá ser adiquirido, vendido ou até doado.
Quando a urgência de novos ventos, novos caminhos e principalmente novas atitudes bate à porta, não é possível ignorar por muito tempo.
Todos cometem erros e acertos. Feliz daquele que consegue enxergar no outro seus acertos e, se os erros aparecerem, ajudá-los com compreensão e paciência.
De volta ao caminho, com cada vez mais vontade de explicá-lo.

Escrito por Thiago Calmon às 18h16
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09/06/2010


Sonho, a gente só se dá conta dele depois que acorda,

depois que ele acabou...E fica aquela vontade na gente

de sonhar mais um pouquinho.

Existem pessoas que são um sonho.Um sonho pelo qual

a gente dormiria a vida inteira.Mas o destino vem e nos acorda violentamente...E nos leva aquele sonho tão bom...

Existem pessoas que são estrelas.

Doces luzes que enfeitam e iluminam as noites escuras

de nossas vidas.Mas vem o amanhecer e nos rouba com toda

a sua claridade aquela estrela tão linda.

Existem pessoas que são flores.

Belezas discretas que alegram o nosso caminho.

Mas com o tempo, as flores murcham,e nos enchem

de saudade da sua cor e do seu perfume.

Existem, finalmente,as pessoas que são simplesmente amor.

Um amor doce como o mel de uma flor...que desabrochou

numa estrela e que veio até nós num lindo sonho!

E ainda bem que são amor...porque flores,

estrelas ou sonhos,mais cedo ou mais tarde,terminam...

mas o amor...o amor não termina nunca...!

 

Escrito por Thiago Calmon às 15h32
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05/06/2010


Você pra sempre

 

Eu só quero estar no teu pensamento
Dentro dos teus sonhos e no teu olhar
Tenho que te amar só no meu silêncio
Num só pedacinho de mim

Eu daria tudo pra tocar você
Tudo pra te amar uma vez
Já me conformei, vivo de imaginação
Só não posso mais esconder

Que eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúme de quem pode amar você
Quem pode ter você pra sempre.

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 03h25
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04/06/2010


"Eu vou te contar, que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza à você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação. Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste ."

 

- Fauzi Arap para a voz de Maria Bethânia.

 

Escrito por Thiago Calmon às 00h34
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29/05/2010


Release do meu livro - "O outro"



Basta entrar no quarto e ele vira uma pessoa diferente. Abre a janela com um sorriso, coloca a música de que mais gosta e pensa : “Estou deixando pra trás aquele outro”. No armário, roupas que o outro não usa durante três semanas.
Ao seu redor, diante de toda bagunça, temos visão do seu celular, sua câmera fotográfica digital, seu Ipod, vários livros, mas qual o livro que o outro mais gosta e está lendo ? Sem tempo para concluir. Escrever por escrever, um vício que ele não conta pra ninguém. Junto à uma garrafa de uísque, ele está ao lado do amor da sua vida, coisa que o outro não consegue dar o devido valor, já que é tão atarefado e certinho.
O assunto durante o tempo dentro do quarto ? Os mais bobos e banais, os mais sérios, porém nada discutido com pressa e nem com necessidade de conclusão, a única regra é não deixar de escrever, papel não falta.
Ele sente que está em um recanto secreto. Não tem mais 10 anos. Também não tem 15, nem 18. Mas quem é que consegue convencê-lo de que não é mais um garoto ? Aquele outro, o que ficou, bem que tenta. Na agenda todos os compromissos marcados. Geladeira está vazia. Coloca sobre a mesa todos os papéis com seus textos e rabiscos. Abre o site do orkut para ver se tem o tão esperado scrap. De quem ? Vai tentar descobrir, puro segredo, ou sei lá que sei ? Ah, isso é relax, quando ele percebe que trás à tona as encrencas da família, os problemas dos amigos. Marca hora para fazer tatuagem e colocar piercing na língua. Mas, não sente dor ? Pois é, a dor que a vida nos deixa pode ser mais forte do que um simples furo na língua. E, cruel, se posiciona na frente de um espelho, e pergunta : “É um garoto que você está enxergando na sua frente ? Uma tentativa de aniquilamento, mas felizmente malsucedida. Ele se lembra disso tudo enquanto está no quarto e pensa : O outro tem razão, alguém tem que trabalhar, pagar as contas, dar e receber ordens, cumprir a agenda, ser responsável. Mas, não todo dia, não toda a vida. Aquele lá, o que ficou, é um rapaz confiável, é um rapaz de olho no calendário e no relógio à cada segundo. Mas ele não pode estar no controle o tempo todo, ele tem que permitir que eu escape dessa organização de vez em quando, que eu busque a felicidade sem hora marcada e o descomprometimento total, que eu fique à toa desde a hora de acordar até a hora de dormir, um dia inteiro, dois dias ou até três dias inteiros. Ele tem que aceitar e até mesmo incentivar que eu pegue o mesmo caminho e deixe de lado que eu faça isso sem culpa, que eu faça isso por ele. Eu, o garoto dentro dele.

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 22h28
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28/05/2010


SUA PRESENÇA

 

Há um pouco de você
em tudo que eu ouço,
em tudo que vejo,
em tudo que faço.
Há, sempre, você em mim,
embora eu não deseje.
Sua presença me persegue,
ainda que não esteja aqui.

Até as músicas que gosto
me fazem lembrar você.
Se procuro não ouvi-las
me fazem falta, eu sei.
Se ando, é sem destino,
nem tudo, agora, me agrada. 

Deitado, penso em você,
meu sonho é só você;
acordado não me liberto;
minha vida é você.

Gosto, infelizmente,
de alguém que não me quer;
gosto e não devia,
de você, não sei o porquê...
Mas há tanto de você em mim
que não vivo sem você.

Eu com você serei alguém,
ainda que só pra você;
eu sem você sou ninguém
para mim e para outros, também.

 

 

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 22h05
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O pretendente

Uma rainha muito linda e poderosa
Vivia sonhando com o homem amado
Que não via em nenhum homem
Por isso resolveu aceitar o conselho que lhe deram
E mandou fixar por todo o reino um aviso que dizia

A rainha estava querendo casar com o homem que desse de presente a jóia mais preciosa do mundo e que fosse única

No dia de apresentação de candidato se formou extensa fila no imenso salão

Então enquanto era feita a seleção de candidato
Percebeu o único homem com uma enorme caixa
E ela tentou imaginar que jóia seria essa
Tão grande
Tão rara
E única no mundo

Ela ficou tão curiosa que não agüentou esperar
Pediu ao segurança do serviço secreto pra trazer o homem na presença dela fora da fila

Ai ela diz ao segurança
Espere
Antes de trazer o homem
Pergunte o que tem dentro da caixa
Pois se a jóia não me agradar
Não precisa trazer ele até aqui

O segurança foi e voltou rindo dizendo
Ele disse que só abre na sua presença
A rainha diz
Mande ele ir embora

Ela ficou olhando enquanto o segurança ordena que ele vá embora

Aquele homem
Muito triste
Desanimado
Começou a andar indo embora
Deixando a caixa onde estava

A rainha ficou tão curiosa que diz
Espera
Não vá embora assim
Você esqueceu sua caixa com o presente dentro

O homem ficou ali parado
Olhando pra ela tão bonita
E diz
Mande jogar fora

A rainha admirada e perplexa falou perguntando a ele
Como você pode mandar jogar fora um presente tão caro e tão raro ?

Ele sorriu meio tímido
Então diz
Pra mim não terá valor nenhum se não posso lhe dar por presente
Só seria precioso pra você

Uma mulher não agüenta tanta curiosidade
Mesmo sendo uma rainha

A rainha falou ao segurança cochichando pra ele não ouvir
Olha o que tem dentro da caixa enquanto mantenho ele distraído nessa conversa

O segurança voltou rindo e diz pra rainha
A caixa está vazia
Não tem nada dentro

Ao ouvir isso a rainha mudou o tom da conversa falando autoritária
Como você se atreve a chegar tão perto de mim
Como ousa tentar me enganar ?

Ele continuou ali
Parado diante dela
Calado
Triste
Sonhador
Pensando
Mesmo ela estando tão aborrecida e chateada
Era tão linda
Ele estava tão admirado com a beleza dela
Assim tão perto dele
Que parecia não ouvir o que ela dizia

A rainha parou de falar
E começou a rir
Num riso solto e alegre
Descontraída
Chegou bem perto dele dizendo

Acorda homem
Pare de sonhar

Só ai ele percebeu a situação da realidade
Ao ouvir a rainha perguntando outra vez

O que você queria me dar de presente ?

Ele agora sorriu também e diz

Queria lhe dar toda a minha admiração pela sua beleza
Mas é tanta que não caberia numa caixa

Queria lhe trazer tanto carinho
Que não caberia neste salão

Queria lhe dar tanto amor
Que iria encher sua vida

Queria dizer te amo
Ou dizer
Amo você

 

 

Escrito por Thiago Calmon às 01h50
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